"E cedo, porque me embala Num vaivém de solidão..."

13
Set 11

 

Todo o amor que nos prendera,

 

como se fôra de cera

 

Se quebrava e desfazia.

 

:Ai funesta primavera

 

quem me dera quem nos dera

 

ter morrido nesse dia.:

 

 

 

E condenaram-me a tanto

 

viver comigo o meu pranto

 

viver, viver e sem ti

 

:Vivendo sem no entanto

 

eu me equecer desse encanto

 

que nesse dia perdi.:

 

 

 

Pão duro da solidão

 

é somente o que nos dão,

 

o que nos dão a comer.

 

Que importa que o coração

 

diga que sim ou que não,

 

se continua a viver.

 

 

 

Todo o amor q nos prendera

 

se quebrara e desifzera

 

em pavor se convertia

 

Ninguem fale em primavera

 

quem me dera quem nos dera

 

ter morrido nesse dia.

 

(David Mourão-Ferreira)


publicado por Lígia Laginha às 09:36

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