"E cedo, porque me embala Num vaivém de solidão..."

09
Set 11

                                           

 

                                               A Mário de Sá-Carneiro

 

Quando eu morrer soltem gargalhadas

E batam palmas sem parar.

Que se façam os sinos tocar

Mas em desconexas badaladas.

 

Que se contem anedotas apimentadas

E se faça chacota do meu ar.

Sobre o caixão ponham licor para eu tomar

E algumas mortalhas para serem fumadas.

 

Quando eu morrer digam nomes ordinários

E façam os outros de otários

Rebolando no chão sempre a rir.

 

Quando eu morrer rebentem balões

Dêem pinotes e trambolhões

E fiquem com nódoas negras de tanto cair.

 

(Lígia, 24 de Abril 2009)


 

publicado por Lígia Laginha às 14:00
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