"E cedo, porque me embala Num vaivém de solidão..."

18
Set 11

 

No derradeiro minuto tirava do rosto

Toda a tinta que lhe havia posto

Para garantir a alegria.

Despia as roupas garridas

Que tinham de ser vestidas

Apesar da sua agonia.

 

Sabia que era palhaço

Tendo por isso de usar laço,

Grandes sapatos e um nariz encarnado.

Mas como lhe era difícil sorrir

Quando afinal tudo o que conseguia sentir

Era aquela Angústia que o trazia amargurado.

 

Quando se encontrava muito sozinho

Pintava na face um triste sorrisinho

E algumas lágrimas prateadas.

Era então que chorava

E com arte misturava

Soluços e gargalhadas.

 

(Lígia, 2 de Março de 2009)

 

publicado por Lígia Laginha às 08:49
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